Prisão
O lutador de jiu-jitsu Ryan Gracie, 33, foi preso na tarde desta sexta-feira sob acusação de ter agredido um idoso de 76 anos para roubar o carro dele, no Itaim Bibi, bairro nobre da zona oeste de São Paulo. Ele acabou contido por motoboys e foi preso, em seguida, pela Polícia Militar. Ryan é membro da família Gracie, ícone da luta no país. Segundo PMs do 23º Batalhão, por volta das 13h30, Gracie abordou o idoso –que estava em um Corolla– na rua Jacurici. Armado com uma faca, ele atingiu um dedo da mão esquerda do homem. Gracie assumiu a direção e fugiu pela rua Haroldo Veloso e avenida Henrique Chamma. Na avenida Juscelino Kubitschek, ele bateu o carro em um muro de concreto. Na seqüência, Gracie saiu do Corolla e tentou abordar o motorista de um Fiat Fiorino, que conseguiu escapar. O lutador, então, derrubou um motoboy no chão com a intenção de levar a moto, ainda de acordo com a PM. Outros motoboys que presenciaram a cena pararam em auxílio ao colega e iniciaram uma briga com Gracie. Os PMs chegaram ao local em seguida e algemaram o lutador.
Antecedentes
Em ao menos duas passagens anteriores pela polícia, Ryan justificou a fama de “bad boy”. Em 2000, ficou 18 dias preso no Rio de Janeiro, sua cidade natal, acusado de esfaquear um estudante durante uma briga que destruiu uma casa de festas na Barra da Tijuca. Em 2005, foi acusado de agredir fisicamente um policial civil e xingar uma delegada dentro do 78º DP, nos Jardins, zona sul de São Paulo.
Morte
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| Preso, o lutador Ryan Gracie foi encontrado morto na manhã deste sábado na carceragem do 91 DP, em São Paulo |
O delegado Paulo William Bittencourt, que, com um carcereiro, encontrou o corpo de Gracie, afirmou que pediu que os peritos do IML (Instituto Médico Legal) retirassem material do corpo do lutador que possibilite analisar se a possível presença de drogas no organismo, com os medicamentos passados pelo médico, teriam causado a morte. “É muito cedo para falar. O caso será esclarecido com o exame necroscópico”, disse o delegado. Bittencourt registrou um boletim de ocorrência de morte a esclarecer. Todos os presos que estavam em outras celas –Gracie estava sozinho– foram ouvidos pelo delegado e por um membro da Corregedoria Geral da Polícia Civil, que também vai investigar o caso. O delegado disse que os presos relataram que o lutador respirava com dificuldade, mas não chegou a pedir socorro. Quando Bittencourt e o carcereiro entraram na carceragem verificaram que Gracie estava imóvel. Eles o chamaram e, como não respondia, resolveram verificar a pulsação do atleta. Ele estava com os lábios roxos e sem sinais de pulsação.
Drogas derrota mais um campeão até quando???

