Arquivo para Abril 22nd, 2008

Assista o video da entrevista de Alexandre Nardoni e Ana Jatobá ao fantástico

SÃO PAULO – Indiciados na última sexta-feira por homicídio triplamente qualificado, o pai de Isabella Nardoni, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, alegaram que são inocentes. Em entrevista exclusiva ao programa “Fantástico”, o casal disse acreditar que uma terceira pessoa pode ter matado a menina, que foi jogada pela janela do apartamento de seu pai no último dia 29 de março.

Click no link abaixo e assista na integra:

  • Assista ao vídeo da entrevista
  • “Somos totalmente inocentes”, disse Anna Carolina emocionada. “Nunca encostei um dedo na minha filha”, argumentou Alexandre. Segundo ele, sua esposa “era uma segunda mãe” para Isabella.

    Reprodução
    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá falam pela primeira vez após morte de Isabella
    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá
    falam pela 1º vez após morte de Isabella

    Alexandre Nardoni disse ainda não entender o que fizeram com sua filha. “Passamos muitos momentos marcantes com a Isa, não consigo acreditar que fizeram isto com ela. Não entra na minha cabeça como fizeram uma coisa destas com uma criança, não entra, não consigo entender”.

    O pai de Isabella pediu à população que denuncie se tiverem conhecimento de algum suspeito. “Queremos que a verdade apareça”. “É o que eu peço todos os dias para Deus, que apareça o culpado”, completou Ana Carolina.

    O casal contou que sempre foi uma família unida e que Isabella fazia parte deste núcleo de união. “Meus filhos sempre foram tudo na minha vida”, disse emocionado Alexandre emocionado.

    Foi a primeira vez que eles conversaram com a imprensa após a morte da menina. O casal chegou a ter prisão temporária decretada no início do inquérito e ficou preso por oito dias.

    Ana Carolina disse que sempre considerou Isabella como sua filha e que a tratava ela e seus dois filhos da mesma maneira. “O meu amor por ela era uma coisa inexplicável”.

    De acordo com a madrasta, Isabella era uma criança muito educada e se comportava quase como uma adulta. “Ela não dava trabalho para nada”. Ana Carolina disse ainda que a menina havia perguntado se podia ir morar com eles no novo apartamento. ”Ela perguntou ‘tia carol, eu posso vir morar com vcs?’ Ela queria um quarto lilás, fizemos um quarto lilás, decoramos do jeitinho que ela quis”, relatou.

    Sobre as brigas que os vizinhos relataram que ouviram Alexandre afirmou, “isto não existe. Brigas todo casal tem, mas não do jeito que estão veiculando na mídia. Discutíamos como pessoas normais. Tínhamos briga de casal normal”. Segundo Ana Carolina, eles nem nunca tinham brigado no novo apartamento. “Vivíamos em total harmonia”. 

    Alexandre contou ter feito uma promessa sobre o caixão da filha. “Disse para ela ‘filha, o papai não vai se sossegar enquanto não encontrar o assassino qeu fez isto com você’”. O pai de Isabella disse ainda ter sentido seu mundo acabar quando soube da notícia da morte da filha. “Quando a médica falou ’sua filha faleceu’, o meu mundo acabou, naquela hora eu queria ter morrido junto”.

    Investigações

    A Polícia Civil deve fazer até sexta-feira a reconstituição do assassinato de Isabella com a presença de Anna Carolina e Alexandre. O casal irá relatar aos policiais suas ações na noite do crime. Além disso, será feita a acareação do casal. A técnica jurídica coloca frente a frente os suspeitos levantando os pontos divergentes, até que se chegue às alegações e afirmações verdadeiras.

    Até o momento, o que foi revelado pelos laudos do IC é que havia sangue no carro de Alexandre, no apartamento do casal e no sapato de Anna Carolina. A polícia sabia, desde o início das investigações, que havia sangue no carro de Alexandre, mas preferiu manter a informação em sigilo para não atrapalhar o encaminhamento do caso e confundir a defesa do casal. Durante a investigação, chegou até mesmo a anunciar que não era sangue a mancha encontrada no veículo.

    De acordo com a polícia, havia sangue no encosto do banco do motorista, no assoalho do veículo e na lateral da cadeirinha de bebê. No apartamento, o sangue teria sido encontrado do hall de entrada até o quarto dos filhos do casal. Exames confirmaram que o sangue é de Isabella Nardoni.

    Choro e frieza em interrogatório

    AE
    Casal deixa o 9°DP após interrogatório

    O interrogatório de Anna Carolina, tomado pelos delegados Calixto Calil e Renata Pontes, começou por volta das 20h de sexta-feira e terminou à 1h30 do sábado. O interrogatório foi bem mais curto do que o prestado por seu marido. Alexandre Nardoni prestou depoimento por cerca de oito horas. A polícia descartou a realização da acareação entre os dois e eles deixaram a delegacia por volta das 4h40.

    Ao ser questionada sobre as manchas de sangue encontradas no carro do casal, Anna Carolina disse que desconhecia o fato. Ela teria dito apenas “desconheço” sem se estender mais sobre o assunto. A mesma resposta teria sido dada para o ferimento na testa de Isabella.

    Ainda, de acordo com a polícia, Anna Carolina demonstrou frieza durante o depoimento. Já Alexandre chorou bastante. Os dois foram indiciados pela polícia por homicídio doloso (com intenção de matar), triplamente qualificado, pela impossibilidade de defesa da vítima, motivo torpe e cruel.

    Caso Isabella: Onde estavam os dois filhos do casal na hora do Crime??? Vejam o que o promotor chama de “Fantasiosos” e veja se a polícia tem razão

    Desde o dia 29 de março o desastre envolvendo a menina Isabella de 5 anos de idade chocou o País e se abriram muitas discussões sobre o que teria levada uma pessoa a cometer um Crime tão bárbaro como este o pior é que os principais suspeitos é o próprio casal Alexandre Nardoni(Pai) e Ana Carolina Jatobá(Madrasta).

    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá falam pela primeira vez após morte de Isabella

    A Situação se agrava a cada momento que se passa pois os laudos confrontam com as versões contadas pelo casal e seus advogados que tentam fazer a todo custo a polícia e toda a sociadade acreditar que havia outra pessoa no prédio e quenum período de 12 minutos estrangulou a menina e jogou-a do 6°andar do prédio. Com isto vejam abaixo algumas contradições e mentiras do casal e algumas perguntas que precisa de resposta para que se chegue a uma solução para o caso.

    Vejam as partes mais Fantasiosas que o casal afirma ser verdade

    1°-Alexandre diz que chegou ao prédio com a esposa e os 3 filhos dois do casal e Isabella que estaria passando o final de semana com o casal. Ao chegar os filhos estariam dormindo por este motivo deixou a mulher e os dois filhos no carro e subiu para seu apartamento com Isabella dormindo deixou a menina no quarto dela, saiu fechou a porta e foi buscar a esposa e seus dois filhos no carro, quando voltou misteriosamente a menina não estava mais deitada na cama em seu quarto e a tela de proteção do quarto dos seus dois filhos estavam rasgadas e Isabella caída no “Jardim do Prédio”. Segundo depoimento do casal ele pediu para que Ana ligasse para seu Pai e ele foi ao corredor apertou o botão do elevedor e disse que desceram juntos ele e Ana Jatobá, vejam só que coisa estranha como deu tempo de Ana fazer uma ligação e descer junto com Alexandre se eles alegam que subiram com os dois filhos??? Neste momento aonde ficaram os dois filhos do casal que em primeiro momento foi o que fez ele subir primeiro com Isabella???

    2ª- Alexandre Nardoni disse que viu um homem de preto saindo do seu apartamento, depois desmentiu e disse que não viu ninguém mas que foi outra pessoa que jogou sua filha do prédio. Mas incrivelmente em seu 1° depoimento disse que ao deixar Isabella no Quarto e sair fechou a porta com Chave.Qual seria o ladrão ou Assassino que iria adivinhar que Alexandre iria chegar com a menina primeiro no apartamento e sairia depois para buscar o resto da familia no carro porque todos estavam dormindo, só se fosse um adivinho e pra piorar a situação de Alexandre ,o Assassino misterioso saberia o tempo que ele ia gastar prá descer até o estacionamento e buscar o restante da Família e depois de cometer o crime fecharia a porta com chave. Chave que o casal alega que perdeu e que por obra do destino a pessoa que achou seria um psicopáta que adivinhou o endereço certinho daquela chave…

    Sangue no Carro pode ser a prova de crime passional tendo em vista que o casal pode depois de ter espancado a menina ter levado ela para o carro com intenção de dar um sumiço no corpo e depois desistiu

    Os laudos feitos pela perícia confirma que há manchas de sangue no carro do casal, corredores e até mesmo na sola de um dos sapatos da madrasta, o que pode tanto ser interpretado de duas maneiras já que segundo vários depoimentos houve uma discussão no apartamento e  gritos de uma criança dizendo: Pará pai, pará pai…

    1ª interpretação-Que Isabella já chegou desacordada ao prédio e o filho mais novo Pietro vendo o que acontecia pedia para que o pai não fizesse aquilo com a menina ou seja jogá-la do prédio.

    2ª interpretação-Que após o casal ter espancado a menina vendo que ela estava desmaida e pensando que estava morta, tentou levá-la ao carro para dar um fim no corpo da menina, mas derepente com medo de ser visto com a menina morta no carro resolveu voltar ao apartamento e joga-lá do prédio, para simular que alguém teria assassinado a menina.

    Casal Nardoni dá “entreveista” exclusiva ao fantástico que mais pareceu extratégia de defesa

    O casal Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella Nardoni, 5, morta no último dia 29 de março, em São Paulo, afirmaram em entrevista no “Fantástico”, da Rede Globo, que Deus “é a única testemunha” deles. Os dois são apontados pela Polícia Civil como suspeitos do assassinato da menina mas, desde o princípio, afirmam que uma terceira pessoa agrediu, esganou e atirou a menina da janela do sexto andar.

    “Eu queria dizer para vocês [espectadores] que nossa fé em Deus é inabalável. Eu quero que ele mostre para as pessoas essa pessoa que fez essa crueldade com a minha filha”, afirmou Nardoni. “É o que eu peço todas as noites para Deus, que apareça o culpado”, disse Jatobá. O casal falou com voz embargada e chorou em diversos momentos da entrevista.

    Os dois afirmaram que eles, os filhos e Isabella viviam em harmonia; que o casal brigava como “um casal normal”; que os desentendimentos relatados por vizinhos são “inventados” –”nós nunca brigamos nesse apartamento”– e que Isabella chegou a demonstrar vontade de ir morar com eles –a menina vivia com a mãe e visitava o pai a cada 15 dias.

    “Nós passamos muitos momentos com ela marcantes, entende? Eu não consigo acreditar que fizeram isso com ela. Não entra na minha cabeça como uma pessoa tem a coragem de fazer isso com uma criança. A Isabella era tudo na nossa vida, era o tesouro da nossa vida”, disse o pai. “Meus filhos são tudo na minha vida.” O casal tem dois filhos –de um e de três anos.

    Pré-julgamento

    Nardoni e Jatobá disseram também que se sentem pré-julgados pela população e que isso “destruiu a vida” deles. “Para a polícia, só existiu nós dois dentro do apartamento”, afirmou Jatobá.

    O casal disse que, desde o crime, vive, ao lado dos familiares e dos filhos pequenos, uma “prisão domiciliar”. “Todo mundo tem medo de sair na rua”, disse Jatobá.

    “Não posso falar que a responsabilidade é da mídia nem que a responsabilidade é da polícia. Eu não posso falar isso, ou estaria fazendo um julgamento também. Mas estão mostrando eu e minha esposa de uma tal maneira, explorando nossa imagem de uma tal maneira que eles não conhecem a gente para estarem falando do que falam”, afirmou Nardoni.

    Ele ressaltou que nunca encostou “um dedo” na filha, e Jatobá afirmou que Isabella não dava trabalho e “parecia um adulto”.

    “O duro vai ser a gente pagar por uma coisa que a gente não fez. Ficar 30 anos numa prisão sendo que não fizemos nada”, afirmou Jatobá.

    Sangue

    Na entrevista, Jatobá afirmou que, na noite do crime, ninguém se machucou no trajeto entre a casa dos pais dela e o apartamento e “ninguém agrediu ninguém”. Segundo a perícia, havia sangue de Isabella no carro da família o que comprovaria que as agressões contra a menina começaram ainda no veículo.

    “Isso [de haver sangue no carro] não existe de maneira alguma.” Jatobá afirmou que falou com Isabella pela última vez no caminho, e que ela pediu para “dormir um pouquinho”.

    Cadeia

    Sobre os nove dias em que ficou presa na carceragem do 89º DP (Portal do Morumbi), Jatobá disse que “foi terrível”. “Eu fiquei sem comer os três primeiros dias, não conseguia falar com ninguém. Eu só pensava nos meus filhos lá fora, na minha família. Eu nunca pensei que eu pudesse estar nessa situação, de ser presa”.

    De acordo com Jatobá, os dois filhos mais novos a estranharam ao vê-la depois de sair da prisão. “O Pietro falou ‘papai, mamãe, vocês estão aqui mesmo?’. O Cauã ficou meio assim quando viu a gente, ficou no colo da minha mãe.”


     

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