Arquivo para Julho 1st, 2008

Tragédia:Jovem morre nos braços do pai após passar 50 dias perdido na selva e ser encontrado vivo

ReutersUm rapaz de 18 anos que estava desaparecido na selva amazônica havia 50 dias foi encontrado vivo no último sábado por familiares, mas não resistiu e morreu. Para proteger o corpo do filho de animais até o resgate, o pai o colocou sobre uma árvore.

Jonathan dos Santos Alves se perdeu em 11 de maio, em região de difícil acesso em Presidente Figueiredo (107 km a norte de Manaus), quando caçava com dois amigos e se distanciou do grupo.

O resgate do corpo ocorreu ontem, coordenado pelo Corpo de Bombeiros e com a participação de um helicóptero.

Após o desaparecimento, a família fez buscas por uma semana. Depois acionou o Corpo de Bombeiros, que fez incursões na selva, com apoio da Polícia Militar, por 20 dias.

O pai do rapaz, o agricultor Edilson dos Santos, 40, continuou a procurar Jonathan depois disso –há dez dias, voltou com o irmão e dois mateiros.

No sábado, por volta das 9h30, Edilson encontrou o filho caído na terra, próximo a um rio, a 45 km de onde sumira. Estava debilitado, desidratado e gemendo de dor devido a picadas de insetos. Vestia uma camiseta e cueca.

Segundo o pai, o jovem aparentava ter perdido 20 de seus 50 quilos. O cabelo e a barba estavam crescidos. Tinha feridas na cabeça e nas costas, e os pés sangravam. “Eu o agarrei nos braços e saíram insetos da boca dele. Tentei animá-lo, ele trincou os dentes e morreu.”

“Mulher” joga filha de 8 meses do 6° andar do prédio, a criança morreu e a mulher está presa

Jonathan Campos/Gazeta do Povo/AE“Eu queria me livrar do pacote. Sempre fui incompetente para cuidar dela”. Essas foram as palavras da auxiliar de enfermagem Tatiane Damiane, de 41 anos, ao delegado Antonio Campos de Macedo, do 1º Distrito Policial de Curitiba (PR), ao explicar por que matou a própria filha, Mariana, de 8 meses, ao jogá-la do 6º andar do apartamento onde moravam, na região central da capital paranaense.

Mãe tinha problemas
mentais, diz polícia

A auxiliar de enfermagem que jogou na noite de segunda-feira (30) sua filha de oito meses do sexto andar de um edifício em Curitiba (PR) aparenta problemas mentais, segundo a polícia. Segundo policiais, ela dizia frases sem nexo durante depoimento e, mesmo assim, confessou que jogou a criança.

A auxiliar de enfermagem, que trabalha no Hospital das Clínicas, onde vinha tomando medicamentos e recebendo acompanhamento psicológico por causa de crises de depressão, foi transferida para o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), que assumirá o inquérito.

Tatiane foi indiciada por homicídio doloso e o inquérito que apura o caso deve ficar pronto em 10 dias. A auxiliar de enfermagem foi encaminhada para o Centro de Triagem I e deve passar por exames de sanidade mental.

Tentativa de suicídio
A criança morreu na hora. Segundo o jornal Gazeta do Povo, testemunhas afirmaram à polícia que a mãe da criança ameaçou se jogar antes de lançar o bebê. Populares avisaram o Corpo de Bombeiros que a mulher estaria ameaçando se atirar da janela, mas quando os bombeiros chegaram a criança é que havia sido atirada de uma altura de cerca de 20 metros.

Segundo o governo do Paraná, a delegada Eunice Vieira Bonome, do Nucria, afirmou que “quando os policiais militares chegaram ao local, foi constatado que a criança estava morta, em cima da laje da garagem do prédio. Os populares se revoltaram e queriam linchar Tatiane, mas os policiais fizeram um cerco pela garagem para que a acusada saísse do prédio”.

A polícia confirmou que Tatiane planejava se jogar do prédio depois de ter atirado a criança. “No seu depoimento, ela comentou que estava cansada de cuidar da filha e que não apresentava nenhum tipo de sentimento por ela. A mulher não se jogou por interferência dos vizinhos, que bateram na porta do apartamento e pediram para ela descer da janela”, disse a delegada.

Ainda segundo a delegada, Tatiane falou que tomava dois remédios, sendo que um deles foi receitado por um psiquiatra.

Segundo a Gazeta do Povo, a auxiliar de enfermagem contou que morava sozinha com a filha Mariana e só via o pai da criança de tempos em tempos. “Ele vai saber da morte pelos noticiários”, disse. “Não me arrependo do que fiz”, disse ela ao encerrar o depoimento.

Conta de luz em São Paulo ficará quase 9% mais cara

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira um reajuste médio de 8,12% na conta de luz dos consumidores da Eletropaulo, que atende parte do Estado São Paulo, incluindo a capital.

A associação que reúne consumidores industriais criticou o fato de parte do aumento ter sido ocasionada por desvio de energia elétrica para a Argentina.

As novas tarifas entrarão em vigor na próxima sexta-feira, dia 4. A Eletropaulo atende 5,7 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo.

O aumento médio é de 8,12%, mas as tarifas variam conforme a classe de consumo. O consumidor residencial, que usa energia de baixa tensão, por exemplo, vai pagar 8,63% a mais. Os usuários de alta tensão, que são as indústrias, terão reajuste médio de 7,12%.

Segundo a Aneel, os percentuais de reajuste refletem o repasse às tarifas do aumento dos custos com o Encargo de Serviços do Sistema (ESS), que tem como atribuição garantir a segurança energética.

O crescimento no valor desse encargo é resultante da operação de usinas termelétricas acionadas no final de 2007 e no início de 2008.

Além disso, há a previsão da continuidade do despacho das térmicas por segurança energética até novembro de 2008.

A variação de 13,44% do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas, usado na correção de parte dos itens de custos que compõem as tarifas, também contribuiu para os índices aprovados.

O resultado tarifário final a ser aplicado às diferentes classes de consumidores da distribuidora paulista foi inferior ao índice inflacionário, segundo a Aneel, em conseqüência do compartilhamento dos ganhos de eficiência possibilitado pelo mecanismo conhecido como Fator X. O Fator X da Eletropaulo foi definido em 4,30%.

O reajuste tarifário anual está previsto nos contratos de concessão das distribuidoras de energia elétrica.

O cálculo das tarifas considera todas as despesas de operação da empresa (parcela gerenciável), assim como as despesas com compra de energia, tarifas de transporte (distribuição e transmissão) e recolhimento de encargos do setor elétrico.

Entre esses encargos está a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC), destinada a subsidiar o combustível usado nas usinas termelétricas dos sistemas isolados, localizadas principalmente na região Norte.

Custo argentino
A Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres) disse que o reajuste acabou sendo maior do que poderia, por causa do envio de energia do Brasil para a Argentina.

“O reajuste aconteceu dentro das normas previstas, mas nos preocupam bastante os encargos do sistema. O envio de energia para a Argentina custou 1,2% a mais nas tarifas”, afirma o presidente-executivo da Abrace.

Segundo ele, é correto haver um encargo para garantir a segurança do sistema, com o acionamento de usinas termelétricas, mas o problema é o desvio energético para o vizinho do Mercosul.

O Brasil vai ceder até 1,5 mil megawatts de energia para a Argentina até agosto.


 

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