O pai do menino João Roberto Amaral, 3, baleado na durante perseguição da polícia a supostos criminosos no Rio, afirmou nesta segunda-feira que os tiros que atingiram o carro de sua mulher, partiram das armas de dois policiais militares. O veículo ficou no meio da perseguição ocorrida na noite de domingo (6), na rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca (zona norte). Atingida, a criança sofreu morte cerebral na manhã de hoje.
“Eles [policiais] metralharam o carro da minha mulher e não deram chance de defesa. Tinha criança dentro do carro. Quase que matam a família toda. Minha mulher está com o corpo cheio de estilhaços”, disse o pai de João Roberto, Paulo Roberto Amaral.
Além do menino, estavam no carro a mãe dele –Alessandra Amaral– e o irmão mais novo –um bebê de nove meses–, que não ficou ferido, segundo a polícia.
Segundo o delegado Walter Oliveira, da 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca), em depoimento, os PMs negaram ter atirado contra o carro onde estava o menino.
João Roberto está internado com morte cerebral no hospital Copa D’Or (Copacabana). O chefe da pediatria do hospital, Arnaldo Prata, disse que o menino levou três tiros: um na nuca, outro no glúteo esquerdo e um de raspão na orelha esquerda.
Oliveira informou que vai ouvir testemunhas que presenciaram o caso. Algumas pessoas disseram extraoficialmente que viram policiais atirando várias vezes no carro onde estava João Roberto.