Arquivo para Julho 7th, 2008

Pai de menino de 3 anos morto em ‘operação policial” afirma que policiais atiraram no carro, policiais negam

O pai do menino João Roberto Amaral, 3, baleado na durante perseguição da polícia a supostos criminosos no Rio, afirmou nesta segunda-feira que os tiros que atingiram o carro de sua mulher, partiram das armas de dois policiais militares. O veículo ficou no meio da perseguição ocorrida na noite de domingo (6), na rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca (zona norte). Atingida, a criança sofreu morte cerebral na manhã de hoje.

“Eles [policiais] metralharam o carro da minha mulher e não deram chance de defesa. Tinha criança dentro do carro. Quase que matam a família toda. Minha mulher está com o corpo cheio de estilhaços”, disse o pai de João Roberto, Paulo Roberto Amaral.

Além do menino, estavam no carro a mãe dele –Alessandra Amaral– e o irmão mais novo –um bebê de nove meses–, que não ficou ferido, segundo a polícia.

Segundo o delegado Walter Oliveira, da 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca), em depoimento, os PMs negaram ter atirado contra o carro onde estava o menino.

João Roberto está internado com morte cerebral no hospital Copa D’Or (Copacabana). O chefe da pediatria do hospital, Arnaldo Prata, disse que o menino levou três tiros: um na nuca, outro no glúteo esquerdo e um de raspão na orelha esquerda.

Oliveira informou que vai ouvir testemunhas que presenciaram o caso. Algumas pessoas disseram extraoficialmente que viram policiais atirando várias vezes no carro onde estava João Roberto.

Policiais do Rio atiram em carro com mãe e mais dois filhos, e uma das crianças com 3 anos morre no hospital

O menino João Roberto Amaral, 3, morreu no final da tarde desta segunda-feira. Ele foi baleado três vezes durante uma perseguição de dois policiais militares a supostos assaltantes, na noite de domingo (6), no bairro da Tijuca, zona norte do Rio. O menino havia sofrido morte cerebral nesta manhã. Os familiares decidiram doar os órgãos do garoto.

João Roberto estava no carro da mãe, Alessandra Amaral, quando os dois PMs começaram a disparar. O carro apresenta cerca de 20 perfurações de tiros. Os policiais afirmam que perseguiam ladrões de carro naquele momento e que confundiram o carro da família com o dos supostos assaltantes.

O irmão mais novo de João, um bebê de nove meses, também estava no carro, no momento do ataque. Ele não foi atingido pelos tiros.

O Hospital Copa D’Or, onde João estava internado desde a madrugada desta segunda-feira, informou que o menino morreu por volta das 16h30.

O delegado Walter Oliveira informou que vai ouvir testemunhas que presenciaram o caso e afirmaram, informalmente, que viram os policiais atirando várias vezes contra o carro onde estava João Roberto. O pai do menino também afirmou que os tiros partiram dos policiais e disse ainda que eles atiraram quando o carro estava parado.

“Eles [PMs] metralharam o carro da minha mulher, não deixaram chance de defesa. Tinha criança dentro do carro. Quase que matam a família toda. Minha mulher está com o corpo cheio de estilhaços de carro”, disse o pai de João Roberto, Paulo Roberto Amaral. “É mentira [que estavam em perseguição]. Cadê o outro carro? Cadê os bandidos? São assassinos, mataram uma criança de 3 anos.”

O secretário estadual da Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, classificou a ação de desastrosa e admitiu a falta de preparo dos PMs na abordagem de suspeitos. Ele afirmou que “um fato como esse não tem desculpa”, mas ponderou que os policiais que atuam no bairro da Tijuca estão sob constante tensão. 


 

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