Arquivo para Julho 8th, 2008

Menino João Roberto de 03 anos, que foi “executado” por policiais no Rio ,foi enterrado hoje

Cerca de 300 pessoas participaram no final da tarde desta terça-feira do enterro do menino João Roberto Amaral, 3, baleado por dois PMs na Tijuca, na zona norte do Rio, domingo (6). A mãe e uma das avós do menino passaram mal durante o sepultamento que aconteceu no cemitério do Caju.

Rafael Andrade/Folha Imagem

Família e mais de 300 pessoas participaram do enterro

Ao chegar no cemitério, o pai de João, o motorista de táxi Paulo Roberto Soares, pediu mudanças na PM (Polícia Militar) do Rio. Ele chamou de monstros os PMs que atiraram contra o carro de sua família e afirmou que, mesmo que fossem bandidos, os PMs não deveriam ter atirado.

“E se fossem bandidos? Qual o problema? Prendessem os caras. Não podem botar monstros na rua para matar pessoas. Aqui não tem pena de morte.”

Também participaram do enterro parentes de pessoas mortas em decorrência da violência e por PMs, no Rio. “O pior dos crimes é o que é perpetrado por agentes do Estado. O meu filho foi morto por policiais e ainda tivemos que provar que ele não era bandido”, disse a dona de casa maria Dalva da Costa, 52. Ela conta que o filho dela foi morto em 2003 durante uma operação policial no morro do Borel, também na Tijuca.

Os parentes das vítimas planejam realizar uma manifestação na Tijuca no próximo dia 29, quando João completaria 4 anos.

Ex-Prefeito de SP Celso Pitta, Naji Nahas e Daniel Dantas são presos por movimentar mais de R$ 2 Bilhões em paraísos fiscais

O banqueiro Daniel Dantas foi preso na manhã desta terça-feira pela Polícia Federal – junto com o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta – acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, sonegação fiscal e evasão de divisas. A assessoria da PF não tinha informações sobre quais são as acusações contra Pitta e Nahas.

  • João Sal/Folha ImagemO megainvestidor Naji Nahas foi acusado de quebrar a Bolsa de valores do Rio de Janeiro, em 1989

Daniel Dantas, que é dono do grupo Opportunity, é preso pela Polícia Federal quase três meses depois de vender suas participações da Brasil Telecom e Telemar (Oi) por cerca de 1 bilhão de dólares, no que ficou caracterizado como um dos maiores negócios do mercado de telecomunicações brasileiro. O banqueiro conseguiu um acordo com os fundos de pensão, e conseguiu se livrar de todos os processos que existiam contra ele.

Dantas respondia a ação penal decorrente da Operação Chacal, deflagrada pela PF em setembro de 2004. Foi acusado de ter praticado os crimes de violação de sigilo de informação reservada e corrupção, ao contratar a empresa Kroll para ter acesso a dados de pessoas e empresas em órgão públicos, os quais são considerados reservados.

Naji Nahas
O megainvestidor Naji Robert Nahas, libanês naturalizado brasileiro que fez história no mercado acionário com jogadas de altíssimo risco, tornou-se nacionalmente conhecido depois de ter sido acusado como responsável pela quebra da Bolsa de valores do Rio de Janeiro, em 1989.

Segundo reportagens da época, Nahas tomava dinheiro emprestado de bancos e aplicava na Bolsa, fazendo negócios consigo mesmo por meio de laranjas e corretores, inflando as cotações.

Diante de grandes valorizações das ações, os bancos pararam de lhe emprestar dinheiro, causando quebra em cascata na Bolsa do Rio.

Após todos os processos referentes a este caso terem sido julgados, o empresário foi absolvido de todas as acusações.

Celso Pitta

Montagem com fotos do Arquivo Folha Imagem
Apadrinhado por Paulo Maluf, o economista e político Celso Roberto Pitta do Nascimento foi prefeito da cidade de São Paulo de 1997 a 2000. Seu mandato foi marcado por denúncias de corrupção, deflagradas principalmente por sua ex-mulher, Nicéa Pitta.

Em 2000, ao sair da prefeitura, Pitta era réu em treze ações civis públicas. O valor das denúncias somadas alcançou 3,8 bilhões de reais na época.

Em 2004, quando prestava depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito do Banestado, acabou preso por desacato à autoridade, ao discutir com o senador Antero Paes de Barros.

Já em 2006, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu, por meio de ação cível por má administração pública, a devolução de 11,8 milhões de reais aos cofres da prefeitura paulistana.

Neste ano, a Justica Federal considerou Pitta culpado pelo “escândalo dos precatórios”, imputando-lhe uma pena de quatro anos de prisão.


 

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