O banqueiro Daniel Dantas foi preso na manhã desta terça-feira pela Polícia Federal – junto com o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta – acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, sonegação fiscal e evasão de divisas. A assessoria da PF não tinha informações sobre quais são as acusações contra Pitta e Nahas.
O megainvestidor Naji Nahas foi acusado de quebrar a Bolsa de valores do Rio de Janeiro, em 1989
Daniel Dantas, que é dono do grupo Opportunity, é preso pela Polícia Federal quase três meses depois de vender suas participações da Brasil Telecom e Telemar (Oi) por cerca de 1 bilhão de dólares, no que ficou caracterizado como um dos maiores negócios do mercado de telecomunicações brasileiro. O banqueiro conseguiu um acordo com os fundos de pensão, e conseguiu se livrar de todos os processos que existiam contra ele.
Dantas respondia a ação penal decorrente da Operação Chacal, deflagrada pela PF em setembro de 2004. Foi acusado de ter praticado os crimes de violação de sigilo de informação reservada e corrupção, ao contratar a empresa Kroll para ter acesso a dados de pessoas e empresas em órgão públicos, os quais são considerados reservados.
Naji Nahas
O megainvestidor Naji Robert Nahas, libanês naturalizado brasileiro que fez história no mercado acionário com jogadas de altíssimo risco, tornou-se nacionalmente conhecido depois de ter sido acusado como responsável pela quebra da Bolsa de valores do Rio de Janeiro, em 1989.
Segundo reportagens da época, Nahas tomava dinheiro emprestado de bancos e aplicava na Bolsa, fazendo negócios consigo mesmo por meio de laranjas e corretores, inflando as cotações.
Diante de grandes valorizações das ações, os bancos pararam de lhe emprestar dinheiro, causando quebra em cascata na Bolsa do Rio.
Após todos os processos referentes a este caso terem sido julgados, o empresário foi absolvido de todas as acusações.
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Celso Pitta

Apadrinhado por Paulo Maluf, o economista e político Celso Roberto Pitta do Nascimento foi prefeito da cidade de São Paulo de 1997 a 2000. Seu mandato foi marcado por denúncias de corrupção, deflagradas principalmente por sua ex-mulher, Nicéa Pitta.
Em 2000, ao sair da prefeitura, Pitta era réu em treze ações civis públicas. O valor das denúncias somadas alcançou 3,8 bilhões de reais na época.
Em 2004, quando prestava depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito do Banestado, acabou preso por desacato à autoridade, ao discutir com o senador Antero Paes de Barros.
Já em 2006, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu, por meio de ação cível por má administração pública, a devolução de 11,8 milhões de reais aos cofres da prefeitura paulistana.
Neste ano, a Justica Federal considerou Pitta culpado pelo “escândalo dos precatórios”, imputando-lhe uma pena de quatro anos de prisão.