Arquivo para Outubro, 2008

Menino de 4 anos cai do 4ºandar de prédio da CDHU

SÃO PAULO – Um menino de 4 anos caiu do último andar de um prédio de quatro pavimentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), na Rua José Manoel Camisa Nova, no Jardim São Luís, zona sul de São Paulo, na noite deste domingo. K.G.R.C permanecia internado em estado grave no Hospital Municipal de Campo Limpo.

O acidente aconteceu por volta das 20h deste domingo. O menino, que estava sozinho em casa, foi socorrido por um vizinho que o encontrou caído na frente do bloco 41-B.

A mãe da criança, Elizane Cristina Pessoa Gonçalves, de 26 anos, tinha deixado filho dormindo no sofá da sala e foi visitar a mãe dela, que mora no mesmo conjunto habitacional.

O menino acordou logo depois e foi até o quarto da mãe procurar por ela. Ele subiu na cama e debruçou-se sobre a janela, que não tem tela de proteção.

Em Guarulhos “Almeida” do PT é eleito prefeito com 56 % dos votos “Carlos Roberto”(PSDB) teve 43 %

Petista é eleito prefeito de Guarulhos com 320 mil votos, contra 245 mil de candidato tucano

O candidato do PT à Prefeitura de Guarulhos, Sebastião Almeida, venceu o segundo turno 320.472 votos, 320.47232056,68% dos votos válidos, contra 244.922 votos do tucano Carlos Roberto, que ficou com 43,32% dos votos válidos. O último boletim foi divulgado por volta das 20h30.

Um total de 626.258 eleitores compareceu às urnas neste domingo (26) em Guarulhos. Os votos brancos totalizaram 23.558; os nulos foram 37.306. Houve 16% de abstenções –120.044 votos. O eleitorado da cidade é 746.302 eleitores.

Mesmo perdendo as eleições o PSDB pode comemorar muito em Guarulhos nesta eleição tendo em vista que nunca um candidato do partido tinha ao menos chegado ao 2° turno, o partido mostrou que está se tornando uma nova força na Cidade. Carlos Roberto teve no 1° Turno teve 134.677 votos  ele conseguiu mais de 110.000 votos para o Segundo turno enquanto Almeida conseguiu pouco mais de 51.000, mesmo com o apoio do atual Prefeito Elói Pietá e do Presidente Lula.

Depois de cinco derrotas nas urnas, tucano João Castelo é eleito em São Luís

Depois de cinco derrotas consecutivas nas urnas, João Castelo (PSDB) conseguiu chegar, neste segundo turno, a um cargo executivo por voto popular ao eleger-se prefeito de São Luís.
João Castelo, 71, governador do Maranhão (1979-1982) indicado pelo regime militar, já havia se candidato três vezes para prefeito, uma ao governo do Estado e outra para o Senado. É formado em direito pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB). Foi deputado federal por duas legislaturas e senador em outra.

João Castelo

  • Partido: PSDB
  • Idade: 70
  • Profissão: Advogado
  • Naturalidade: Caxias (MA)
  • Patrimônio declarado: R$ 6.363.437,58

Para ser eleito, Castelo teve que enfrentar uma enxurrada de críticas dos adversários, que se uniram no bombardeio ao prefeito eleito.
Entre as acusações estavam a de ter mandado reprimir violentamente, quando era governador, uma maninfestação estudantil que revindicava a meia-passagem nos ônibus de São Luis. Outras críticas apontavam prática de nepotismo quando administrou o Porto de Itaqui, até o ano passado.
Castelo também teve que responder pela gestão da esposa, Gardênia Ribeiro Gonçalves, que, quando prefeita da capital maranhense, na década de 1980, demitiu 15 mil servidores públicos municipais.

Divulgação

Com Duda Mendonça à frente do marketing da campanha, Castelo quebrou série de derrotas nas urnas

Para enfrentar o bombardeio, contratou o marqueteiro Duda Mendonça, o mesmo que comandou a eleição do presidente Lula, em 2002.
“O presidente Lula é um homem que faz pelo povo, como eu. Por isso, tenho certeza que ele vai me ajudar a fazer uma excelente gestão na prefeitura de São Luís”, disse Castelo, repetindo o mantra do segundo turno para derrotar seu adversário, Flávio Dino (PCdoB), que usou o quanto pôde o apoio do presidente na propaganda eleitoral.

O que você achou da
eleição em São Luís?

Apesar de eleito, João Castelo terá que confirmar na Justiça o mandato. O Tribunal Superior Eleitoral julgará, ainda sem data marcada, a possível inegibilidade do tucano por não ter pago multa de R$ 22 mil, imposta pela Justiça Eleitoral local por campanha fora de época, nas eleições de 2006.

Fogaça quebra tabu e conquista 2º mandato em Porto Alegre

Um tabu superior a 80 anos foi quebrado na disputa municipal em Porto Alegre com a reeleição do prefeito José Fogaça (PMDB) para mais um mandato. Desde 1924 que um mesmo prefeito não era escolhido para continuar a administração da cidade, caracterizada pelo tom oposicionista do eleitorado. Fogaça bateu Maria do Rosário, que buscava reconduzir o PT à prefeitura da capital gaúcha.

José Fogaça/Agência RBS
Pesquisa boca-de-urna Ibope/Rede Globo já apontava vitória de José Fogaça com 57% dos votos válidos ante 43% da deputada federal Maria do Rosário.
Em 1896, com a instituição do voto direto, José Montaury foi eleito prefeito de Porto Alegre por sete mandatos consecutivos. As eleições, porém, eram marcadas por fraudes. Montaury enfrentou adversários em apenas duas disputas até deixar o poder, 27 anos depois. De lá para cá, apenas o PT havia conseguido permanecer na prefeitura por mais de um mandato -, mas nunca com o mesmo prefeito. O partido administrou a cidade de 1989 a 2004.

 

A vitória de Fogaça consolidou a tendência do primeiro turno, quando o prefeito venceu a disputa por uma margem folgada – ele teve 43% dos votos válidos contra 23% de Rosário. Mesmo que a petista tenha ganhado espaço no segundo turno com uma campanha eleitoral forte, o avanço não foi suficiente para reverter a vantagem do prefeito.

 

Líder de todas as pesquisas de opinião durante a campanha eleitoral, Fogaça chegou ao segundo turno pressionado por críticas de que não cumpriu suas principais promessas eleitorais. Ainda assim, apresentou poucas variações nas pesquisas dos principais institutos – ele sempre oscilou entre 30% e 35% da preferência do eleitorado.

 

As 5 principais promessas

  • 1. Construção de 1.476 casas para transferência das famílias da Vila Dique
  • 2. Criação de 3.000 vagas no ensino infantil e 6.000 no ensino fundamental
  • 3. Passar de 90 para 200 equipes do Programa Saúde da Família
  • 4. Criação de mais farmácias regionais
  • 5. Duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio)
  • Veja o programa de governo de Fogaça

 

Nos debates, porém, foi constantemente fustigado por problemas verificados em sua administração, como a queda no número de matrículas na rede de ensino municipal e o funcionamento precário dos postos de saúde.

 

Rosário, por sua vez, primeiro garantiu passagem ao segundo turno batendo a candidata Manuela D’Ávila (PC do B). Depois, tratou de reorganizar a esquerda da cidade em torno da “Frente Popular”, que voltou a reunir PC do B e setores do PSB descontentes com a neutralidade da sigla diante da disputa com o PMDB. Só faltou o PDT, que indicou José Fortunati como candidato a vice de Fogaça.

 

Apoiado por pesos-pesados da política gaúcha, como os senadores Sérgio Zambiasi (PTB) e Pedro Simon (PMDB), Fogaça teve de driblar dificuldades para construir sua candidatura. Eleito pelo PPS em 2004, o prefeito se viu obrigado a voltar ao PMDB há menos de um ano para garantir uma candidatura própria de seu partido de origem – Fogaça iniciou a vida pública ao ser eleito deputado estadual em 1978 pelo antigo MDB.

 

A troca de partido foi sacramentada poucos dias antes do prazo final de registro partidário estabelecido pela legislação eleitoral. Fogaça também manteve suspense sobre sua decisão de disputar a reeleição até o último momento. Com isso, evitou a pressão explícita dos adversários, que estavam em campanha há pelo menos seis meses.

 

O que você achou da
reeleição de Fogaça?

A candidatura de Rosário engrenou apenas na reta final, depois que o PT ajudou financeiramente o diretório estadual e deslocou ministros para o horário eleitoral gratuito – entre eles Tarso Genro (Justiça) e Dilma Rousseff (Casa Civil) – e para as caminhadas de campanha. Mesmo com problemas para decolar junto ao eleitorado, a petista não teve o apoio explícito do principal cabo eleitoral deste pleito – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não gravou depoimento a favor de Rosário para não desagradar o PMDB, aliado em nível nacional.

 

Deputada federal em segundo mandato, para chegar ao segundo turno Rosário teve de enfrentar em março deste ano uma prévia desgastante com um dos principais caciques do partido, o ex-ministro Miguel Rossetto. Líder da principal corrente do PT gaúcho, a DS (Democracia Socialista), Rossetto perdeu a prévia por uma diferença de apenas 56 votos num universo de 4.379 eleitores. A prévia expôs uma divisão interna no partido que, de certa forma, se refletiu na campanha.

Marcio Lacerda é eleito prefeito de Belo Horizonte com o apoio de Aécio e Pimentel

Fruto da polêmica dobradinha delineada pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT) em Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) sai do anonimato político para comandar uma das capitais mais importantes do país, a partir de 2009.

Alberto Escalda/Divulgação

 

Pesquisa boca-de-urna deste domingo (26) apontava a vitória de Lacerda com 56%. Levantamento realizado pelo Datafolha de 21 e 22 de outubro, o último destas eleições, também mostrou o candidato na frente, com 45%, ultrapassando o adversário.

 

No último debate da eleição, transmitido pela TV Globo, Lacerda disse ser muito difícil concluir as obras somente com recursos públicos e sinalizou com parceria público-privada. O socialista prometeu dez mil novas moradias para pessoas que vivem em áreas de risco.

 

Com a vitória, o novo prefeito cacifa os idealizadores da sua candidatura – Aécio e Pimentel – para a disputa do pleito de 2010 (os dois são possíveis nomes a concorrer à Presidência da República e ao governo de Minas, respectivamente).

 

A despeito de angariar opositores ao processo de união entre PT e PSDB dentro e fora do Estado, o governador e o prefeito conseguiram, apesar dos percalços, salvar a imagem política empenhada na eleição de Marcio Lacerda.

 

Mineiro de Leopoldina, o novo prefeito de Belo Horizonte tem 62 anos, é casado e pai de três filhos. Iniciou sua carreira política nos movimentos estudantis e passou quatro anos preso durante o regime militar. Ao sair, conseguiu construir trajetória bem-sucedida como empresário do setor de telecomunicações (anunciou patrimônio ao TRE-MG de cerca de R$ 55 milhões).

 

O que você achou da vitória de Marcio Lacerda?

 

Foi secretário-executivo do Ministério da Integração, durante a gestão de Ciro Gomes (considerado seu padrinho político), no primeiro mandato do presidente Lula. Em 2007, a convite de Aécio, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Recém-admitido no PSB, Lacerda foi exonerado este ano para concorrer ao pleito majoritário. O ex-secretário encabeçou a chapa Aliança por BH, com o vice do PT, deputado estadual Roberto Carvalho.

 

Apesar de cotado para vencer ainda no primeiro turno, Lacerda foi obrigado a confrontar Leonardo Quintão (PMDB), que empreendeu arrancada surpreendente na reta final da primeira etapa e forçou a realização de segundo turno.

 

As 5 principais promessas

  • 1. Criar 44 mil vagas para crianças de 0 a 6 anos nas escolas municipais
  • 2. Viabilizar 148 novas conexões viárias para melhorar o trânsito
  • 3. Polêmica transferência do terminal rodoviário para o Bairro Calafate, na região oeste da cidade
  • 4. Construir 14,6 quilômetros de metrô em quatro anos
  • 5. Reassentar todos que vivem em áreas de alto risco de deslizamento durante o mandato
  • Veja o programa de governo de Lacerda

O peemedebista encostou e quase emparelhou a disputa ao conseguir 41% dos votos, contra 43% de Lacerda.

 

Disputa eleitoral

 

No começo da campanha, Lacerda figurou empatado em terceiro lugar com Vanessa Portugal (PSTU) nas sondagens de intenções de voto (6%) e via de longe Jô Moraes liderar as pesquisas com mais de 20%. Ele chegou a ser apontado como uma escolha duvidosa por causa de sua inexperiência em mandatos eletivos.

 

Bastaram duas semanas de veiculação da propaganda eleitoral no rádio e na TV para Lacerda emparelhar com Jô Moraes (PC do B) e, em seguida, suplantá-la e abrir quase 30 pontos de vantagem sobre a adversária, que foi sua principal rival durante a campanha do primeiro turno.

 

Com a ajuda dos ilustres cabos eleitorais – o governador e o prefeito – o socialista conseguiu colar sua imagem e seu discurso como sucessor da administração bem-avaliada de Pimentel e sob as bênçãos de Aécio. Desde então, o socialista passou a se preocupar, principalmente, com embates contra Jô Moraes. Ela moveu durante o período 36 ações contra a campanha de Lacerda que, na sua maioria, versavam sobre a presença do governador Aécio Neves nos programas de Lacerda, porém, não obteve êxito na empreitada.

 

O entrave aos planos de vitória consagradora ainda na primeira etapa, que não foi detectado pelos coordenadores de campanha do socialista, atendia pelo nome de Leonardo Quintão, candidato do PMDB que, ao deixar o embate correr solto entre o socialista e a candidata do PC do B, Jô Moraes, evitou desgastar sua imagem ao gravitar apenas na órbita formada pela polarização empreendida por Lacerda e Jô Moraes.

 

Por sua vez, ao conseguir precocemente a primazia das pesquisas de intenção de voto, Lacerda passou a adotar a prática de evitar o embate direto com os adversários nos muitos debates promovidos por escolas e universidades da cidade.

 

Uma das preocupações, além dos ataques de Jô Moraes, era administrar bem a vantagem dos portentosos 11min e 48s à disposição no horário eleitoral para discorrer sobre o plano de governo e ver seus padrinhos desfiarem apoio irrestrito.

 

Em debates televisivos, Jô Moraes não perdeu a chance de minimizar a importância dos padrinhos políticos de Lacerda nem de lançar suspeições sobre ele.

 

Os ataques a Lacerda surtiram efeito no eleitor. Acusaram-no de ser devedor do órgão que iria governar – Jô Moraes atribuiu a ele dívida com a prefeitura em torno de R$ 1,5 milhão e ainda passivo trabalhista da empresa que foi proprietário, com cerca de 300 processos, segundo a candidata. Além disso, cartazes apócrifos espalhados pela cidade aludiam a uma suposta relação de Lacerda com o escândalo do mensalão, além de e-mails espalhados pela Internet sobre o mesmo assunto.

 

O PSDB, de Aécio Neves, foi impedido de participar do arco de alianças formado em torno do nome de Lacerda (12 siglas) por determinação da Executiva Nacional do PT, que vetou a coligação entre tucanos e petistas na capital mineira. Excluiu-se também da aglutinação de partidos o PPS.

 

No entanto, isso não foi impedimento para que Aécio Neves participasse ativamente de movimentos de campanha como corpo-a-corpo com eleitores e de aparições nos programas de Lacerda.

 

O vice prefeito

  • Roberto Vieira de Carvalho (PT) tem 55 anos e é administrador de empresas. Nasceu em Ubá (MG), em 22/06/1953. Casado e pai de um filho, Carvalho é deputado estadual e cumpre o seu terceiro mandato. Inicialmente, atuou na área sindical e, em seguida, foi eleito vereador em Belo Horizonte. Também exerceu o cargo de secretário municipal de Esportes durante a gestão de Patrus Ananias como prefeito de Belo Horizonte (1993-1996).

Como exemplo, Aécio citou em lançamento de plano de governo de Lacerda a promessa de recursos da ordem de R$ 1,5 bilhão a serem utilizados em Belo Horizonte nos últimos dois anos que terá à frente do governo do Estado. O anúncio suscitou mais uma representação por parte de Jô Moraes no TRE do Estado.

 

A promessa de Aécio também levou o MPE (Ministério Público Eleitoral) a denunciá-lo juntamente com Lacerda e o seu vice, Roberto Carvalho (PT), e também o prefeito Fernando Pimentel por abuso de poder, autoridade e abuso de poder econômico.

 

Em outra frente, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vetou aparição e depoimento do governador tucano no programa eleitoral de Lacerda. Porém, na prática, Aécio ficou sem aparecer por apenas um dia no programa de Lacerda e dois nas inserções do socialista porque a proibição foi expedida no penúltimo dia da campanha no rádio e na TV.

 

Na reta final do primeiro turno, Jô Moraes tentou polarizar os debates na televisão com Marcio Lacerda que, num primeiro momento, evitou o embate, mas abandonou a defensiva no último encontro entre eles e partiu para a retaliação.

 

Segundo turno

 

A nova etapa da campanha mostrou um candidato muito mais agressivo, que saiu da sombra imposta pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT), que muitas vezes apareciam mais que o próprio candidato.

 

Além da surpresa causada pelo insucesso do primeiro turno, Lacerda partiu ao ataque motivado por pesquisas de intenção de voto que anunciaram sua retirada da liderança, conquistada agora por Quintão no reinício da disputa.

 

Lacerda adotou tom bem mais agressivo na campanha e passou a trocar constantes acusações contra Leonardo Quintão (PMDB), adversário do segundo turno.

 

A campanha assim atingia seu clímax de animosidade. De um lado, Quintão pedia proteção à PF (Polícia Federal) por suposta ameaça de morte recebida. Coordenadores de campanha do peemedebista atribuíram ao novo comandante da campanha de Lacerda no segundo turno, o deputado federal Virgílio Guimarães (PT), a conclamação de militantes para atos de agressão ao concorrente. O petista negou as acusações.

 

Por sua vez, Lacerda foi ao STF (Supremo Tribunal Federal) com interpelação para que o adversário se retratasse de comentário dado a um jornal de Belo Horizonte no qual Quintão havia minimizado a resistência de Lacerda durante a ditadura militar. O peemedebista declarou que Lacerda foi um detento comum e não preso político durante o regime.

 

A campanha de Lacerda ainda incorporou nas inserções veiculadas na TV vídeo no qual Quintão conclama vitória e dizia ainda que iria “chutar a bunda” dos adversários. As imagens foram capturadas durante convenção do PMDB na cidade de Ipatinga, administrada pelo pai, Sebastião Quintão (PMDB), que tentava a reeleição, mas foi derrotado por candidato do PT.

 

Na reta final da campanha no segundo turno, para aumentar o clima de tensão, hackers invadiram o site de campanha do socialista, que ficou 12 horas fora do ar.

 

Outro reforço de peso no segundo turno foi a incorporação do marqueteiro político Duda Mendonça, que foi chamado para ser uma espécie de “consultor” da campanha de Lacerda.

 

Padrinhos políticos

 

Caberá a Pimentel a herança mais espinhosa desta eleição. O futuro ex-prefeito tem pela frente a desarmonia no PT, originada por racha entre militantes contrários ao consórcio com os tucanos nesta eleição. O PT realiza em 2009 sua eleição interna e vai buscar consenso dentro da legenda sobre a disputa do cargo de governador do Estado em 2010.

 

Pimentel tentará costurar apoio já na eleição interna do partido, que indicará os novos dirigentes partidários, a ser realizada ano que vem.

 

Por sua vez, Aécio Neves se fortaleceu para disputar a preferência da indicação do PSDB à Presidência da República. Porém, o mineiro terá como adversário na disputa interna da legenda o colega José Serra, governador de São Paulo, que também almeja disputar o cargo em 2010.

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