Arquivo para Outubro 13th, 2008

Em Guarulhos Candidato “Carlos Roberto”(PSDB) recebe apoio de “Jôvino Candido”(PT) para 2° Turno

Jovino Cândido (PV) e Carlos Roberto (PSDB) passaram uma borracha nas ofensas mútuas trocadas durante o primeiro turno e se abraçaram nesta segunda-feira (13) diante das câmeras de repórteres-fotográficos e de cinegrafistas da imprensa local. Jovino depositou ao calor da disputa e da “guerra política” as acusações sobre propina feitas ao tucano.

Carlos Roberto, por sua vez, disse que o tempo em debate era insuficiente para que as explicações fossem concluídas e “as palavras de efeito ficavam no ar e eram essas as captadas pela imprensa”.

Na matemática das eleições, o candidato a prefeito Carlos Roberto chegou ontem, teoricamente, a 46,12% dos votos válidos contabilizados no primeiro turno. O tucano obteve 23,71% e passa a somar mais 17,16% (PV); 2,76% (PPS); e 2,49 (DEM). No caso do PPS, o apoio não conta com o candidato majoritário, Orlando Fantazini, que se desligou do partido por conta da aliança.

O adversário Sebastião Almeida (PT) recebeu 47,22% no primeiro turno e ontem passou a contar com o PCdoB, que teve 1,47% dos votos e chega também, teoricamente, a 48,69% – uma espécie de empate técnico.

A entrevista coletiva foi realizada no apartamento de Carlos Roberto, no edifício Piazza Fausto Martello, localizado no Bosque Maia. Apesar de não admitir formalmente, o tucano fez questão de reunir a imprensa em seu apartamento em resposta a um panfleto distribuído pelo PT, segundo o qual, ele moraria em “uma mansão” localizada no bairro de Santana, em São Paulo.

 

 

 

 

PROPRIEDADES Carlos Roberto fez questão de enumerar suas propriedades ao ser questionado se, de fato, ele era proprietário da casa e se a utilizava como residência. “Eu tenho sim uma casa em São Paulo; eu tenho sim uma casa na Eslováquia; eu tenho sim uma casa em Joinvile (SC); eu tenho sim uma casa em Ubatuba; eu tenho sim um apartamento em Guarulhos, que é a residência da minha mãe. Por sinal, somos vizinhos do prefeito Elói Pietá, no décimo andar. Ele mora no sétimo andar, no edifício Tutóia, que fica na alameda Tutóia; e tenho esse apartamento no qual vocês estão que é minha residência”, declarou.

Pesquisa prefeitura Porto Alegre:José Fogaça é lider no segundo turno

O prefeito José Fogaça (PMDB) lidera a disputa do segundo turno em Porto Alegre, com 52,2% das intenções de voto, enquanto sua oponente, Maria do Rosário (PT), aparece com 39,7% dos votos, de acordo com pesquisa do Instituto Methodus, divulgada ontem pelo jornal “Correio do Povo”.

Se descontados brancos, nulos e indecisos, o peemedebista alcança 56,8% contra 43,2% da petista, segundo a sondagem. No primeiro turno, o prefeito obteve 44% dos votos válidos e Maria do Rosário, 23%.

Na pesquisa espontânea, a que o eleitor cita o candidato sem que lhes sejam oferecidas opções, Fogaça aparece com 50,7% e a petista, com 38%. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa afirma que os eleitores da terceira colocada, Manuela D’Ávila (PC do B), estão divididos entre os dois candidatos.

Dos que declararam ter votado na comunista no primeiro turno, 46,4% afirmam que vão votar na candidata do PT e 43,4% pretendem votar no atual prefeito.

A pesquisa foi feita nos dias 8 e 9 de outubro, com 1.050 eleitores da capital gaúcha, e está registrada sob o número 115/2008 na 161ª Zona Eleitoral de Porto Alegre. (GR)

Polícia fecha clínica de aborto em Madureira-RJ

Rio – Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Saúde Pública (DRCCSP) estouraram, na manhã desta segunda-feira, uma clínica clandestina que praticava aborto, em Madureira, Zona Norte do Rio.

O médico responsável pelo estabelecimento, identificado como Bruno Gomes da Silva, não foi encontrado pela polícia. Ele e outro funcionário teriam escapado pelos fundos da clínica ao perceberem a chegada dos policiais.

Foto Paulo Araújo/Agência O Dia

De acordo com o delegado Marcos Cipriano, a informação sobre a clínica de aborto chegou através de Disque-Denúncia (2253-1177). “Nós fomos também numa outra clínica, em Bonsucesso. Tínhamos a informação de que eles faziam consultas, mas o procedimento cirúrgico seria feito em outros dois endereços, que a gente chegou a ir, mas já estavam fechados”, explicou Cipriano.

No imóvel, onde funciona a clínica Dona Beatriz, na Rua Doutor Joviniano, foram encontrados camas, material hospitalar, remédios, além de equipamentos, como desfibrilador, cilindros de oxigênio e maca ginecológica, além de diversos instrumentos cirúrgicos. Peritos constaram ainda lixo hospitar abandonado no quintal. A clínica não tem anúncio na fachada e parece uma casa comum de dois andares.

Segundo agentes que participaram da ação, há indícios de que funcionários deixaram o local assim que a polícia chegou. “Não conhecíamos o local e não sabíamos dessa saída pelos fundos. Quando entramos, havia coisas deixadas pelo chão, um rádio ligado e alimentos para o café da manhã fora da geladeira”, explicou um policial.

Apesar de não terem feito nenhuma prisão em flagrante  encontrado nenhuma paciente no local, agentes atenderam pelo menos 30 telefonemas de mulheres querendo marcar consultas para abortar. O preço da consulta, segundo a polícia, era de R$ 40 e a cirurgia para a retirada do feto, R$ 450.

Três pessoas foram levadas para a delegacia, onde prestaram esclarecimentos e foram liberados: uma mulher que foi procurar uma amiga que trabalha no local; um homem que orientou uma possível paciente a não entrar porque a polícia estava lá; e umaq outra mulher que iria se consultar.

Quanto ao médico Bruno Gomes da Silva, o delegado disse que está levantando seus possíveis endereços para intimá-lo a depor. “Como não houve flagrante, temos que ouví-lo, instaurar inquérito e pedir a prisão dele pelo crime de prática de aborto”, explicou Cipriano. Segundo a polícia, o médico também vendia receitas a pacientes que sequer eram consultados.

O médico já possui duas passagens pela polícia, pelos crimes de prática de aborto e lesão corporal. Já o pai dele, que também é médico e atende pelo mesmo nome, possui 11 passagens pela polícia.

Família nega que professora morta em lipoaspiração teve problema com anestesia no parto da filha

SÃO PAULO – O marido da professora Luciene Gomes Leitão, de 43 anos, que morreu após fazer uma lipoaspiração na Santa Casa de Santa Rita do Passa Quatro, cidade a 248 quilômetros da capital, negou que a mulher tenha tido problemas com anestesia no parto de sua única filha de 17 anos. Maricelso Bueno afirmou que a diretoria da Santa Casa está ‘arrumando um motivo para dizer que a Luciene não podia tomar anestesia’. Mário Lira, diretor-administrativo da Santa Casa, afirmou que só depois que Luciene entrou em coma teria ficado sabendo por funcionários que a paciente teria tido algum tipo de “problema com anestesia” durante o parto de sua única filha.

- Isso não é verdade. Chequei com minha sogra e ela disse que não houve nenhum problema com anestesia. A Luciene apenas tomou um calmante porque estava nervosa antes do parto. Não sei de onde saiu essa história que ela teve problemas com anestesia – afirmou Maricelso, que não era casado com Luciene na época do nascimento da menina.

Para o marido de Luciene é a diretoria da Santa Casa e o médico que fez a lipoaspiração na professora, Marcos Eduardo Barbuio, que devem explicar porque ela tomou uma anestesia geral em vez da peridural.

- A Luciene me disse que para o procedimento seria dada uma anestesia peridural, mas ela acabou tomando anestesia geral. Por que? Alguma coisa aconteceu que não estamos sabendo – disse Maricelso, que questiona a sindicância interna que está sendo feita pela Santa Casa.

Ele disse que ainda não conseguiu falar com o médico que fez a lipoaspiração que levou sua mulher à morte. Mas segundo Maricelso, o médico teria falado com o irmão de Luciene.

- Ele disse para o irmão dela que não sabe o que aconteceu – afirmou Maricelso.

O Globo tentou falar com o médico, mas ele não foi localizado.

O marido de Luciene contou ainda que a anestesista teria dito que a queda no batimento cardíaco de Luciene aconteceu quando ela foi ‘virada’ na mesa de operação para que fosse feita a lipoaspiração nas costas.

- Foi nessa hora que disseram que o batimento dela caiu. Por que não fizeram a lipoaspiração apenas no abdome? Se existia algum risco, o médico e a anestesista deveriam ter tomado todas as precauções – disse Maricelso.

Nove dias em coma

A professora morreu no último sábado após ficar nove dias em coma, conseqüência de uma cirurgia de lipoaspiração. Luciene, especializada em linguagem de sinais, fez a lipoaspiração na Santa Casa de Santa Rita do Passa Quatro e chegou a ser transferida para a UTI da Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto. O médico responsável pela lipoaspiração foi o cirurgião Marcos Eduardo Barbuio, que ainda não foi localizado pelo “O Globo” para comentar o caso.

A família da professora acusa a Santa Casa de ter demorado para transferi-la para uma Unidade de Terapia Intensiva. Segundo Maricelso, ela entrou para a sala de cirurgia às 7h da manhã do último dia 1, mas só foi encaminhada para a Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, a 77 km de distância de Santa Rita, às 20h.

Bueno afirma que deixou a mulher no hospital às 6h e foi levar a filha, de 17 anos, para a escola. Retornou ao hospital às 9h, mas só ao meio-dia obteve alguma informação.

- Passei o dia inteiro na sala de espera. Por volta do meio-dia, uma funcionária do hospital disse que a minha mulher tinha tido um pequeno problema e que ‘tudo estava controlado’. Estranhei a demora a me informarem o que de fato aconteceu. Por volta das 16h50m procurei a encarregada da enfermagem, que me disse que a Luciene não acordava da cirurgia – conta.

Segundo o marido de Luciene, a enfermeira chamou então o neurocirurgião do hospital.

- Ele disse que não tinha uma boa notícia para a gente. Estranhei ele não estar acompanhando a cirurgia desde o começo – diz Bueno.

O comerciante afirma que não havia vaga na UTI da Santa Casa e que houve demora para levá-la até um hospital que tivesse leito de UTI disponível.

- Teve todo o procedimento burocrático, de papelada. Só sei que minha mulher saiu da Santa Casa em uma ambulância com UTI improvisada, pois não há UTI móvel no hospital. Ela chegou em Ribeirão Preto após 40 minutos.

 

Luciene teve morte cerebral constatada no último sábado, dia 11. O enterro da professora aconteceu neste domingo, com cemitério lotado. A família decidiu doar os rins, córneas e fígado. Bueno afirma que a mulher era vaidosa e juntou dinheiro durante um bom tempo para fazer a cirurgia.

Mário Lira, diretor-administrativo da Santa Casa, afirma que abriu sindicância para apurar as causas da morte. Segundo ele, só depois de Luciene ter entrado em coma teria ficado sabendo por funcionários que a paciente teria tido algum tipo de “problema com anestesia” durante o parto de sua única filha, uma adolescente de 17 anos.

 

- Ela fez um procedimento rotineiro no abdômen. Teve um acidente, uma redução de freqüência cardíaca. Foram feitos todos os exames pré-operatórios antes e nada foi constatado de anormal. Nos chegou a informação de um problema relativo à anestesia na cesariana da paciente, que ele própria havia passado antes da cirurgia. Porém, nada foi constatado no pré-operatório – afirmou o diretor da Santa Casa.

Mário Lira afirmou que a equipe médica responsável pela cirurgia é “conceituada e experiente”. Segundo ele, a equipe faz, em média, quatro cirurgias deste tipo por mês.

- Não houve também falhas nos equipamentos, que foram comprados há um ano e são os mais modernos em termos de tecnologia. Lamentamos muito o fato e, desde o problema, mantivemos contatos freqüentes com a família – diz o diretor da Santa Casa.

O diretor clínico da santa casa, Onézimo Rolzante, disse que só iria se pronunciar sobre o caso depois que se interar dos laudos médicos.

O marido de Luciene afirmou que a família ainda não decidiu se vai processar o hospital.


 

Outubro 2008
S T Q Q S S D
« Set   Nov »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031