Arquivo para Outubro 23rd, 2008

Eleições 2008: Em Guarulhos pesquisa indica vitória de Almeida no 2°turno com pequena vantagem

Na pesquisa espontânea do Instituto Ipempi, petista venceria se a eleição fosse hoje, com 40,9% frente a 32,8% do tucano

 

 


Valdir Carleto
Da Redação

O Ipempi (Instituto de Pesquisa, Marketing Paulista e Informática) realizou pesquisa de intenção de votos em Guarulhos, entre os dias 16 e 18 de outubro, apontando vantagem de 7,8 pontos percentuais para o candidato do PT à Prefeitura, Sebastião Almeida, frente a Carlos Roberto, candidato do PSDB.

 

Registrada no Cartório Eleitoral da 176ª Zona Eleitoral, processo 2026/2008, pela Unimídia, empresa responsável pelo programa “Radar de Notícias”, da rádio Imprensa FM, a pesquisa foi encomendada em parceria com o Diário de Guarulhos.

Foram entrevistados 911 eleitores e a margem de erro é de 3,3%, para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, na qual o entrevistado não é informado sobre os nomes que estão na disputa, Almeida aparece com 40,9% das intenções de voto; Carlos Roberto tem 32,8%, diferença de 8,1 pontos percentuais. Nesse cenário, os indecisos são 21,8% e brancos e nulos somam 4,4%.

Quando é entregue ao eleitor consultado o disco com os nomes dos dois candidatos, Almeida atinge 43,6% e Carlos Roberto, 35,8%. Os indecisos somam 15,6% e brancos e nulos, 5%.

Na projeção sobre os votos válidos (descontados os brancos, nulos e indecisos), Almeida chegaria a 54,91% e Carlos Roberto a 45,09%.

Entre os eleitores de Almeida, 85,9% estão totalmente decididos; entre os que pretendem votar em Carlos Roberto, a decisão total é de 82,5%.

A rejeição ao tucano supera a do petista, por pequena diferença. São 26,2% os que têm certeza de que não votarão em Carlos Roberto, enquanto que os que garantem não votar em Almeida chegam a 23,7%.

Quanto à opinião de quem será eleito o novo prefeito de Guarulhos, 55,5% dos eleitores entrevistados acham que será Sebastião Almeida; os que apostam na vitória de Carlos Roberto são 26,5%. Não sabem ou não quiseram opinar: 18%.

O instituto Ipempi é sediado em Mogi das Cruzes e trabalha para veículos de comunicação da região, como o “Diário de Mogi” e a TV Globo local, além de diversos partidos. No primeiro turno, acertou os resultados de todas as cidades onde atuou.

Pai de Eloá é acusado de matar a ex-mulher em AL

O ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas Everaldo Pereira dos Santos, pai da adolescente Eloá – morta pelo ex-namorado em São Paulo – é acusado de assassinar a ex-mulher Marta Lúcia Pereira, em Alagoas. Segundo Claudilene e Rita de Cássia, irmãs de Marta, a motivação para o homicídio teria sido “queima de arquivo”.

Pai de Eloá Marta teria descoberto que o ex-cabo era integrante da gangue fardada e tinha ido se encontrar com ele, para por um fim ao relacionamento, dias antes de desaparecer e ser encontrada morta.
“Após descobrir que o Everaldo era criminoso e que tinha um caso com a mãe da Eloá, a Marta pediu o divórcio. Quinze dias depois minha irmã foi encontrada degolada em um canavial no município do Pilar”, revelou Claudilene.

“Nós não falamos nada para a polícia porque ele é muito perigoso e, à época, nós ficamos com medo de morrer. Agora que ele viu a própria filha morrendo, passará pelo que sentimos quando perdemos a nossa irmã, que ele matou”, revelou uma das ex-cunhadas de Everaldo, acrescentando que formularão a denúncia à Polícia.

Segundo a Polícia Militar, das informações colhidas, há a confirmação de que o ex-cabo teria assassinado a ex-mulher, tanto por ela ter descoberto o envolvimento em ações criminosas quanto para evitar o pagamento de pensão para os filhos. No entanto, não há informação sobre o inquérito policial aberto para investigar a morte de Marta.

 

Pai de Eloá é procurado pela Justiça de Alagoas por ter participado de um grupo de exterminío

O pai da menina Eloá Cristina Pimentel, que diz se chamar Aldo José da Silva, é procurado pela Justiça do Alagoas – segundo a Polícia Civil do Estado - por envolvimento com a “gangue fardada”, roubo de cargas e outros crimes. 

 

Futura Press
Pai de Eloá
Pai de Eloá no 1º dia do sequestro 

 Everaldo Pereira dos Santos pai de Eloá morta por Lindembergue,  é procurado pela polícia desde 1993, quando mudou para São Paulo e foi expulso da Polícia Militar (PM).

A polícia teria reconhecido Silva durante o seqüestro da filha. Ele passou mal e apareceu nas redes de TV carregado numa maca. O promotor de Justiça Luiz Vasconcelos, que atua na 9ª Vara Criminal de Maceió, disse que “oficiosamente” está confirmado que se trata da mesma pessoa.

A “Gangue fardada” é suspeita de participar do assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), em 1991.

Na época do crime, em Maceió, além do delegado, foi morto também seu motorista Antenor Carlota. Segundo a polícia, os crimes teriam sido cometidos sob o comando do ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, que se encontra detido no presídio militar do Rio de Janeiro.

Além do ex-cabo Everaldo e do ex-tenente-coronel Cavalcante, figuram como réus no processo do caso Ricardo Lessa: Valdomiro dos Santos Barros, Valmir dos Santos, José Carlos de Oliveira, José Luiz da Silva Filho, Aderildo Mariz Ferreira, Cicero Felizardo dos Santos, Edgar Romero de Morais Barros.

Segundo o promotor Luiz Vasconcelos, contra Everaldo consta inclusive um mandado de prisão reeditado em 21 de julho de 2008, pelo juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal do Fórum de Maceió, a respeito do assassinato de Ricardo Lessa.

“O trabalho da Justiça foi feito, foi expedido um mandado de prisão, agora cabe à polícia cumprir a parte dela, entrando em contato com São Paulo para confirmar se esse Aldo é mesmo ex-cabo Everaldo”, afirmou Luiz Vasconcelos, acrescentando ainda que tomou conhecimento que a família do ex-cabo Everaldo teria confirmado que o ex-militar seria o pai da garota Eloá. “Por isso que o pai não queria aparecer, só a mãe da garota aparecia. Como não compareceu ao velório, pode ser até que esteja foragido de novo”, acrescentou o promotor.

Exclusivo: trechos do depoimento de Nayara Rodrigues à polícia

 A revista “Veja”teve acesso ao depoimento de Nayara Rodrigues prestado à polícia de São Paulo na tarde de quarta-feira. A estudante sobreviveu à tragédia de Santo André, na sexta passada, e contou detalhes do drama que enfrentou ao lado de sua melhor amiga, Eloá Pimentel. Leia a íntegra do depoimento e os principais trechos do relato da adolescente.

(Reprodução das páginas do depoimento prestado à polícia)

Nayara é chamada para negociar
“Que, melhor esclarecendo, a declarante foi acordada por sua avó, uma vez que ali já se encontravam policiais militares, para que a declarante fosse transportada ao palco do evento, qual seja o Posto de Comando instalado na escola pública próxima ao bloco 24 do CDHU, Jardim Santo André, onde sua amiga Eloá se mantinha submetida por Lindemberg; que o tenente Policial Militar Vander teria explicado sobre a necessidade do retorno da declarante ao Posto de Comando para negociações quando a avó contatou a genitora da declarante que para lá se deslocou, que com a chegada da genitora da declarante estas foram levadas ao Posto de Comando da Crise; que segundo a declarante não houve pedido formal ou autorização da genitora da declarante para que esta retornasse ao palco do evento; Que assim a declarante e sua genitora foram embarcadas em uma viatura de cores não convencionais que rumou para o posto de comando. Que a declarante chegou ao posto de comando policial militar entra as 08h45 a 9h00 horas daquela manhã de quinta-feira, 16 de outubro, sendo que a declarante foi diretamente encaminhada à presença do Capitão Adriano Giovaninni, o principal negociador da operação, que aquela altura estava conversando com Lindemberg, que a genitora da declarante permaneceu do lado de fora do posto de comando”

Nayara volta a ser refém
“Que, segundo orientações dos Policiais Militares, Douglas deveria alcançar a escada do bloco até atingir o primeiro piso, onde deveria permanecer; Que a declarante deveria acompanhar Douglas e mais, atingir o corredor do segundo piso que era o andar do apartamento cativeiro; Que a declarante não deveria se aproximar muito da porta do apartamento onde se encontravam Lindemberg e Eloá; Que, segundo a vontade de Lindemberg, aceita pelo negociador, a declarante deveria subir ao local designado com um aparelho celular em linha direta com Lindemberg; Que este aparelho a declarante recebeu das mãos de um policial militar; Que assim, a declarante e Douglas começaram a subir os lances de escada, sendo que Douglas parou no primeiro piso, enquanto a declarante prosseguia o percurso até o segundo piso, alcançando o corredor, ao passo que falava com Lindemberg; Que a declarante parou no final do corredor junto à escada que dá acesso ao apartamento, quando Lindemberg disse que não estava vendo a declarante; Que a declarante subiu então um degrau, passando a acenar na direção da porta do apartamento que se mantinha fechada; Que a porta possuía olho mágico, sendo que Lindemberg deveria estar olhando a declarante através de tal dispositivo; Que Lindemberg pediu para a declarante se aproximar e esticar um de seus braços, quanto, então, Eloá daria as mãos para a declarante; Que o andar de baixo e o apartamento de número 23 geminado ao cativeiro estavam cobertos por policiais militares; Que a declarante viu os policiais militares em tal posto, inclusive os que se encontravam no apartamento 23, sendo que estes abriram “uma frestinha” da porta; Que a declarante observou que Lindemberg já não cumpria o que fora acordado inicialmente com os negociadores, posto que Lindemberg é quem deveria dar as mãos para a declarante e deixar o cativeiro; Que, contudo, a declarante, a pedido de Lindemberg, foi se aproximando cada vez mais da porta, chegando praticamente a tocar a porta do apartamento 24 com sua mão direita, eis que seu braço estava esticado. Que neste exato instante a porta daquele cativeiro se abriu, podendo a declarante vislumbrar Lindemberg em frente à porta, sendo este ladeado por Eloá; Que Lindemberg apontava sua arma para Eloá, que Lindemberg então determinou que a declarante segurasse as mãos de Eloá, falando para que esta adentrasse no apartamento cativeiro, quando então Lindemberg depositaria sua arma em um dos quartos do apartamento e todos sairiam daquele local, que a declarante adentrou naquelas instalações na conformidade do determinado por Lindemberg, que assim a declarante entrou no imóvel a porta foi trancada”
“Me mate, me mate”, diz Eloá
“Que, anoiteceu e todos foram para a sala com o televisor ligado, que Eloá ocupava o sofá da sala, a declarante um colchão de solteiro, no chão e Lindemberg de pé do lado direito da declarante. Que sem qualquer motivo aparente, Eloá surtou, passando a gritar: “Não agüento mais, me mate, me mate, não agüento mais ficar aqui”. Que Lindemberg perdeu o controle da situação, não sabendo o que fazer. Que Eloá levantou-se e começou a quebrar objetos que guarneciam aquela residência e que estavam na estante da sala. Que Lindemberg e a declarante tentaram conter Eloá para que esta se acalmasse. Que a declarante temeu pelo pior, inclusive chegando a pensar que os policiais invadiriam o cativeiro. Que Lindemberg então agarrou o pescoço da declarante em forma de gravata apontando-lhe a arma na direção de sua cabeça, passando a perguntar a Eloá se esta queria ver a “Barbie” morta, referindo-se à declarante que ostenta tal epíteto”.

Nayara e Lindemberg acalmam Eloá
“Que Lindemberg então disse que havia prometido não mais bater em Eloá, mas que nada havia prometido em relação à pessoa da declarante, com respeito à integridade física desta. Que Eloá não se acalmava continuando a gritar, fazendo com que Lindemberg desferisse dois leves tapas no rotos da declarante com o objetivo de assustar Eloá e não de ferir a declarante. Que a partir de então Eloá, de forma lenta, porém gradativa, começou a se acalmar, tendo sido colocada no colchão da sala intermeada pela declarante e por Lindemberg. Que ambos passaram a afazer carinhos em Eloá que os rejeitava dizendo que não queria carinho de ninguém”.

Lindemberg se volta contra Nayara
“Lindemberg exclamava ser a declarante responsável pelo namoro do casal, chegando a referendar que a declarante seria conselheira sentimental de Eloá e que a declarante parecia ou era uma boneca, não fala, não tem vida, não tem sentimento e que por tal motivo Lindemberg mataria a declarante; Que Eloá disse que a declarante nada tinha com o desfazimento do namoro do casal, sendo que esta conversa perdurou por algum tempo até que todos se levantaram e saíram daquele quarto para a primeira refeição do dia”.
Um disparo no meio da tarde da sexta-feira
“Que Lindemberg passou então a dizer à declarante e Eloá que a crise estava se acabando e que se resolveria naquela sexta-feira; Que as negociações prosseguiam e a crise se mantinha estável até a chegada da tarde; Que Lindemberg estava sentado no colchão da sala quando imotivadamente apontou a arma para o alto e em diagonal, efetuando um disparo que atingiu a parede que divisa o apartamento 23, projeto que ricocheteou muito provavelmente na porta do apartamento, Que sem nada dizer, Lindemberg levantou-se e foi para o banheiro; Que a declarante olhou para Eloá para que aquela nada dissesse e ficasse calma; Que a declarante deixou passar um tempo indo procurar por Lindemberg e perguntando o que havia acontecido, quando aquele respondeu que havia se recordado de um momento com Eloá, o que causou uma irritação e fez com que Lindemberg atirasse com sua arma; que nenhum negociador (LIGOU) após o disparo para perguntar o que tinha acontecido, fato que causou estranheza à declarante; Que a declarante pode dizer que o disparo mencionado ocorreu por volta das 15h00 ou 16h00 daquela sexta-feira”.

Os minutos finais da tragédia
“Eloá e a declarante sentaram-se no sofá do lado do televisor, a declarante à direita, enquanto Lindemberg ocupava um outro sofá encostado na parede divisória com o apartamento 23 e perto da porta do quarto do casal; que Lindemberg insistia em saber quem teria sido o responsável pelo rompimento do namoro; que Eloá disse a Lindemberg que o responsável pelo rompimento do namoro era o ciúme, o gênio e algumas atitudes de Lindemberg; Que alguém ligou para Lindemberg, quando então houve uma longa conversa; Que a declarante acredita ter sido o Capitão Adriano o interlocutor de tal conversa; Que Lindemberg dizia que estava desenrolando algumas coisas com as meninas e que logo todos desceriam; Que a longa conversa não foi muito observada pela declarante; Que ao término desta ligação a declarante deitou-se; Eloá continuou sentada no sofá, enquanto Lindemberg arrastava uma mesa de jantar até a porta do apartamento , no sentido de encostar a mesa na porta; Que Lindemberg nada disse à declarante e a Eloá com relação àquela atitude; Que Eloá deitou-se lateralmente à direita naquele sofá, enquanto a declarante deitava-se lateralmente à esquerda, ambas com visão para o televisor, enquanto Lindemberg ficava de pé à direita da declarante, e a direita da porta de entrada do apartamento; Que imediatamente após o descrito nesta cena, a declarante ouviu um barulho que não parecia uma explosão,mas se assemelhava um chute na porta; que até então Lindemberg não havia efetuado qualquer disparo com as armas de fogo em seu poder; que, então a porta começou a ser arrombada e empurrada para a sua abertura, que, Eloá deu um grito quando a declarante pegou o edredom cobriu o seu rosto; que a declarante nada mais viu se recordando de ter ouvido dois estampidos e sentido um impacto em seu rosto; que a declarante cobriu seu rosto instintivamente e imediatamente após a tentativa de invasão do imóvel, não observando a ação desenvolvida por Lindemberg e pelos Policiais Militares; que as últimas palavras ouvidas pela declarante davam conta das determinações dos policiais para a rendição de Lindemberg; que neste momento a declarante saiu rapidamente sendo acolhida por um Policial Militar; que a última coisa que a declarante viu antes de sair daquele apartamento foi as escadas, entrando em desespero, achando que iria morrer; que enquanto descia as escadas a declarante chegou a ver Lindemberg se debatendo com os Policiais; Que o policial que acompanhava a declarante procurava acalmá-las; Que a declarante após vencer a escadaria do bloco foi colocada em uma maca e transportada para a Unidade de resgate que lhe socorreu até este nosocômio (HOSPITAL) onde a declarante permanece até a presente data. Que a declarante tem conhecimento do desfecho final e dos ferimentos de Eloá que foram a causa eficiente de sua morte; Que por fim a declarante tem a firme convicção da autoria delitiva atribuída a Lindemberg”.
 


 

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