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Tire suas dúvidas sobre a gripe suína aqui

O que é a “gripe suína”?
É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2. O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas da “gripe suína”?
Os sintomas da “gripe suína” em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais. Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga. A maioria dos casos registrados até agora no mundo parecem ser brandos, mas no México foram registradas várias mortes.

Por que a OMS mudou o nome da “gripe suína” para gripe A H1N1?
Segundo Dick Thomson, porta-voz da instituição, o nome foi trocado porque o vírus “é cada vez mais humano e cada vez tem menos a ver com o animal”. “Recebemos muitas consultas de associações de animais e produtores questionando o nome, e finalmente decidimos trocá-lo”, disse Thomson.

A OMS afirmou repetidas vezes que a doença não pode ser contraída ao se comer carne de porco assada, mas o nome da gripe levou vários países a decretarem proibições a importação de carne de porco do México e dos Estados Unidos, onde a epidemia apareceu. O governo do Egito ordenou o abate de porcos por temores da gripe.

A mudança vem de encontro com o desejo do México, que rejeitava o uso da denominação “gripe mexicana” para referir-se ao vírus H1N1, ao considerar que este termo pode ser discriminatório e afetar a imagem do país.

AP

Chineses que estavam no México chegam a hotel de
Xangai onde vão ficar isolados

Esta doença no México é um novo tipo de “gripe suína”?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1 do vírus Influenza A. Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.

Os vírus da gripe têm a capacidade de trocar componentes genéticos uns com os outros, e parece provável que a nova versão do H1N1 resultou de uma mistura de diferentes versões do vírus, que podem normalmente afetar espécies diferentes no mesmo animal hospedeiro. Os porcos normalmente oferecem uma condição boa para que esses vírus se misturem.

A gripe suína pode ser tratada?
As autoridades americanas dizem que duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos que aconteceram até agora.

Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito. O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros.

Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos.

Uma vacina foi desenvolvida em 1976 para proteger os seres humanos de um tipo de gripe suína. Porém a vacina provocou efeitos colaterais graves, com mais mortes por causa da vacina do que por causa do foco de gripe.

Qual a letalidade do vírus?
Análises preliminares do vírus H1N1, sugerem que se trata de uma linhagem menos agressiva, segundo cientistas. Especialistas acreditam que seria necessária uma nova mutação para que o H1N1 causasse a alta taxa de mortalidade que alguns previam.

No entanto, até agora é impossível prever com precisão como a doença vai evoluir e qual a sua taxa de mortalidade. Segundo especialistas, serão necessárias semanas ou até meses de análises biológicas até que se possa conhecer o potencial de letalidade do vírus.

Por que a gripe suína parece ser mais letal no México?
O fato de o vírus aparentemente ser mais letal no México sugere que há alguns fatores incomuns em ação. Segundo alguns especialistas, há a possibilidade de que outros vírus, não relacionados, estejam em circulação no México, agravando os sintomas da doença no país. De acordo com especialistas, é pouco provável que esse cenário se repita em outros países.

Outra possibilidade cogitada por especialistas é a de que as pessoas infectadas no México tenham procurado tratamento em um estágio mais avançado do que os pacientes de outros países.

Há ainda a possibilidade de que o vírus em circulação no México seja ligeiramente diferente daquele em outros países. Essa hipótese, no entanto, só poderá ser comprovada por meio de análises laboratoriais.

O quanto as pessoas devem se preocupar?
Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia.

A Organização Mundial da Saúde advertiu que, considerados em conjunto, os casos no México e nos Estados Unidos podem gerar uma pandemia e afirma que a situação é séria.

Porém, os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação. Atualmente, eles dizem que o mundo está mais perto de uma pandemia do que em qualquer época após 1968.

Ninguém conhece todo o impacto potencial de uma pandemia, mas especialistas advertem que poderia custar milhões de vidas em todo o mundo.

A pandemia de gripe espanhola, iniciada em 1918 e também causada por um tipo de vírus H1N1, matou 50 milhões e infectou 40% da população mundial. Mas o fato de que em todos os casos registrados nos Estados Unidos os sintomas eram leves pode ser encorajador.

Isso sugere que a gravidade do foco no México pode ser resultante de algum fator específico ligado à localização – possivelmente um segundo vírus não relacionado que circula na comunidade. Outra hipótese é de que as pessoas infectadas no México podem ter buscado tratamento num estágio posterior da doença.

Também pode ser o caso de que a forma do vírus circulando no México seja ligeiramente diferente da registrada em outros lugares, mas isso só poderá ser confirmado por análises de laboratório.

Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção.

Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês.

O vírus pode ser contido?
O vírus parece já ter começado a se espalhar pelo mundo, e muitos especialistas acreditam que a sua contenção, numa era de viagens aéreas fáceis, deverá ser muito difícil.

Reuters

Usando máscara, homem toca violino na Cidade do México

O que eu devo fazer para me proteger?
Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que moram em áreas afetadas do México ou viajaram para o país, devem procurar ajuda médica.

Mas os pacientes não devem ir a clínicas médicas, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Em vez disso, elas devem ficar em casa e contactar seus serviços de saúde para receber recomendações.

Que medidas posso tomar para evitar a infecção?
Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse. Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos.

Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso.

É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa. Outra providência é limpar a maçaneta de portas com frequência, usando produtos normais de limpeza.

Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.

É seguro comer carne de porco?
Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados. Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70°C mataria o vírus.

Qual as recomendações do governo brasileiro?
O Ministério da Saúde intensificou o monitoramento nos aeroportos para evitar a entrada de pessoas infectadas pelo vírus da “gripe suína”, nos voos procedentes do México e dos Estados Unidos.

De acordo com ministério, quem esteve nas áreas afetadas pela “gripe suína”, nos últimos dez dias, deve procurar um posto de saúde caso apresente os sintomas da doença. Nos próprios aeroportos, há postos da Anvisa.

O ministério também recomenda alguns cuidados que devem ser tomados para quem for viajar para esses lugares:

- Usar máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência em áreas afetadas.

- Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.

- Evitar locais com aglomeração de pessoas.

- Evitar o contato direto com pessoas doentes.

- Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

- Evitar tocar olhos, nariz ou boca.

- Lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar.

- Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.

- Não usar medicamentos sem orientação médica.

AP

Em San Francisco, balcão de empresa aérea mexicana fica vazio

Tenho viagem marcada para o México. Devo cancelar?
As agências de turismo brasileiras já registram cancelamentos e queda na procura de viagens com destino ao México, país com o principal foco de contágio da gripe suína.

Segundo Leonel Rossi Júnior, diretor de assuntos internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), as próprias agências estão recomendando que os turistas adiem suas viagens para uma época mais adequada.

“A recomendação da Abav é de que somente pessoas com compromissos que não possam ser adiados viajem para o México. Pessoas que vão para fazer turismo e podem adiar o passeio devem fazê-lo”, explica Rossi Júnior.

Além da possibilidade de contágio, outro fator que afasta os turistas é a situação de emergência nos principais destinos turísticos do México. “Os restaurantes, cinemas, teatros estão todos fechados para evitar a propagação da gripe. O turista não vai ter muito o que fazer por lá e a decisão mais correta, no momento, é adiar a viagem”, reforça Rossi.

Apesar de também haver registros de gripe A nos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Grã-Bretanha, Israel e Nova Zelândia, todos países com grande índice de turistas, “apenas viagens para o México foram afetadas até o momento”. “Para outros países, a situação é absolutamente normal”, completa Rossi.

Segungo Rossi, os viajantes que pretendem cancelar ou adiar a viagem para o México não deve encontrar problemas nas agências. “Este é um motivo de força maior e as agências estão conscientes da gravidade do problema”, afirmou.

A “gripe suína” está relacionada à gripe aviária?
O tipo de vírus da gripe aviária responsável pela morte de algumas centenas de pessoas no sul da Ásia nos últimos anos é diferente do da gripe suína.

O vírus da atual “gripe suína” é o H1N1 e o da gripe aviária é o H5N1.
Especialistas temem que o H5N1 tem o potencial de gerar uma pandemia por causa de sua capacidade de mutação rápida.
Mas até agora, ela permanece de forma geral uma doença de pássaros.
Os humanos infectados, sem excessão, trabalhavam em contato próximo com pássaros e casos de transmissão entre humanos são extremamente raros. Não há indícios de que o H5N1 tem a habilidade de ser transmitido facilmente de uma pessoa à outra.

(Com informações da BBC, da Reuters e da Agência Brasil)

Sobe para 08 o número de infectados pela gripe suína no Brasil, e já tem caso de contaminação aqui

O Ministério da Saúde informou que subiu de seis para oito o número de pessoas com o vírus da “gripe suína” (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) no Brasil, dos quais seis têm vínculo com viagens internacionais e dois foram contaminados em território nacional. Segundo nota divulgada no fim da tarde de hoje, dos 20 exames laboratoriais recebidos para detecção do vírus da gripe suína, dois foram confirmados.

Saiba mais: tire suas dúvidas sobre a “gripe suína”
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Saiba quais os sintomas e as recomendações do Ministério da Saúde

Um dos casos confirmados hoje é do Rio de Janeiro. Com este, somam três os pacientes infectados pelo vírus no Estado, sendo dois de transmissão em solo brasileiro. De acordo com o comunicado do Ministério da Saúde, esses dois casos de transmissão autóctone estão fortemente vinculados ao primeiro, que contraiu a doença no México. Por isso, diz a nota, “até o momento o Ministério da Saúde ratifica que a transmissão do vírus no Brasil permanece limitada, sem evidência de transmissão sustentada”.

O Brasil tem ainda outros 18 casos suspeitos e 25 em monitoramento, conforme o ministério.

Pela nota enviada à imprensa, o “novo caso estava sob monitoramento, devidamente orientado, e procurou os serviços de saúde imediatamente após ter apresentado os primeiros sintomas. Foi internado, tratado e encontra-se em quadro clínico estável”. Ainda estão sendo acompanhadas 70 pessoas que tiveram contato com os três pacientes do Rio de Janeiro. Nenhuma dessas pessoas, até agora, apresentou os sintomas da gripe suína. Cerca de 40 contatos já foram descartados.

O outro caso confirmado hoje é do Rio Grande do Sul. O paciente esteve em vários países europeus (Alemanha, República Checa, Hungria, Áustria, Itália e Espanha), antes de voltar ao Brasil. Como enunciou o Ministério da Saúde, este paciente passa bem e apresentou os primeiros sintomas, leves, em 3 de maio, na Itália.

Segundo os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) neste domingo, já foram confirmados 4.379 casos de gripe suína em 29 países. Os número da OMS não incluem a Noruega, que no sábado confirmou seus dois primeiros casos da doença, elevando para 30 o número de países afetados.

Atualmente, sete países apresentam transmissão autóctone, ou seja, quando a transmissão ocorre dentro do próprio país, informou o Ministério da Saúde com base em dados da OMS. Desses, apenas dois têm transmissão sustentada: México e EUA. Os países com transmissão autóctone limitada e não sustentada, até o momento, são Reino Unido (47 casos confirmados e 23 casos autóctones), Espanha (95 confirmações, sendo que nove pessoas pegaram o vírus dentro do país), Alemanha (11 casos confirmados, com dois autóctones), Itália (nove confirmações, com duas transmissões dentro do país) e Brasil (oito casos confirmados, com duas transmissões autóctones).


 

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